A Apple anunciou o HomeView, uma tela inteligente de 7 polegadas que reúne entretenimento, videochamadas e controle da casa inteligente. O dispositivo estreia uma nova versão da Siri com inteligência artificial e respostas personalizadas para os moradores.
O HomeView custa US$ 299 nos EUA (cerca de R$ 1.490) e chega às vendas em 13 de novembro em mercados como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Índia e Nova Zelândia, sem previsão para o Brasil no lançamento inicial. A interface ajusta brilho e informações conforme a iluminação e a distância do usuário, identifica até seis pessoas por reconhecimento facial e integra funções como chamadas FaceTime, comandos de voz e monitoramento de até nove câmeras.
A Apple anunciou a nova geração da Apple TV 4K com inteligência artificial integrada à Siri, chip A19 e suporte a som surround com quatro alto-falantes. A assistente fica mais “conversacional”, ajudando a encontrar filmes e séries por interface em tela cheia, com cartazes e recomendações ligadas ao que o usuário pede.
A Apple TV 4K também traz três microfones de longo alcance para controlar a reprodução e buscar conteúdos sem segurar o controle remoto, além de descrições de vídeos e resumos de notificações gerados por IA com processamento local via HomeKit Secure Video. No mesmo evento, o HomePod mini 2 ganhou melhorias de áudio, novas cores e suporte futuro à Siri com IA, com reconhecimento de até seis vozes e integração com Mensagens, lembretes e temporizadores.
A Apple apresentou o novo Apple TV 4K, o primeiro modelo em quatro anos, com disponibilidade a partir de sexta-feira, 13 de novembro. O aparelho traz o chip A19 e promete conectividade sem fio melhor do que a geração anterior, além de microfones integrados.
A Siri com recursos de IA será parte do lançamento, mas deve funcionar em beta nos Apple TV 4K de segunda geração e nos modelos mais novos. O novo Find My de rastreamento funciona com o controle Siri de segunda geração e mais recentes, enquanto o preço do lançamento é de US$ 299.
A SpaceXAI lançou o The X Subscription, um plano único que reúne Cursor, Grok e X Premium, com cinco tiers que vão do gratuito até US$ 200 por mês. O pacote compartilha uma mesma “pool” de uso de modelos Grok entre produtos elegíveis e mantém, por enquanto, os planos atuais de assinantes do Cursor.
A mudança mais relevante para desenvolvedores está na forma de cobrança do Cursor: modelos de terceiros como Claude (Anthropic) e GPT (OpenAI) passam a ser cobrados à taxa padrão de API desde a primeira solicitação, mesmo para quem assina os tiers mais caros. Com isso, o acesso a modelos de terceiros começa no tier US$ 30 Premium, mas o consumo deixa de estar incluído na assinatura e passa a ser pago via créditos pré-pagos.
A Noruega prepara uma proibição temporária do uso de óculos inteligentes com IA em espaços públicos, como parques, praias e escolas. A medida busca impedir a gravação desavisada de pessoas até que uma nova legislação específica seja definida. O governo afirmou que o banimento dará tempo para uma avaliação minuciosa e para a criação de uma regulação permanente para a tecnologia.
A decisão ocorre em meio a preocupações crescentes com privacidade associadas aos dispositivos. Outros locais já adotaram restrições semelhantes, como tribunais nos Estados Unidos e na Inglaterra e no País de Gales, e a Noruega também já baniu o uso nas escolas de Oslo e restringiu em locais de trabalho da Equinor.
A OpenAI reuniu cerca de 40 matemáticos em agosto para discutir como lidar com a possibilidade de a IA superar capacidades humanas na área e como publicar os resultados. Segundo participantes, a empresa sugeriu que seus modelos resolveram centenas de problemas de matemática, mas teria garantido que não divulgaria tudo de uma vez — enquanto buscava orientação sobre a melhor forma de compartilhar as descobertas.
Agora, pessoas familiarizadas com os planos dizem que a OpenAI pretende liberar centenas de resultados para problemas ainda sem solução no GitHub nesta terça. O anúncio reacende críticas de matemáticos sobre a forma de divulgação, com queixas de que a empresa e a Anthropic publicam resultados em posts e comunicados em vez de artigos científicos, dificultando verificação e atribuição de trabalhos.
A Positivo Tecnologia fabrica as versões mais recentes da urna eletrônica brasileira, incluindo os modelos UE2020 e UE2022 usados pela Justiça Eleitoral. A empresa venceu licitações do TSE para produzir os equipamentos, entregando 224.999 unidades do UE2020 entre 2020 e 2022 e fabricando 219.998 urnas do UE2022, com produção concluída em abril de 2024.
O TSE define a arquitetura do equipamento, os requisitos técnicos e de segurança e acompanha a produção, enquanto os programas do sistema eleitoral são desenvolvidos e mantidos pela própria Justiça Eleitoral. Nesse modelo, a fabricante contratada fica concentrada na produção industrial e montagem do hardware conforme as especificações do tribunal.
Uma corte de apelações dos EUA aprovou o blacklisting da tecnologia da Anthropic pelo Departamento de Defesa, permitindo que o governo exclua a empresa por não habilitar determinados recursos de IA para uso militar. Em uma decisão 2-1 do US Court of Appeals for the District of Columbia Circuit, os juízes entenderam que a administração Trump tinha autoridade para tomar a medida mesmo sem intenção maliciosa da Anthropic.
O tribunal destacou riscos opostos: modelos de IA excessivamente limitados podem falhar em operações importantes, enquanto modelos sem restrições podem “alucinar” alvos inadequados para força letal. A Anthropic afirmou que discorda da decisão e disse que avalia opções, incluindo apelar; a empresa também mencionou que outro tribunal já considerou ilegal uma designação paralela do governo.
A Justiça dos Estados Unidos decidiu que a Anthropic continuará impedida de fechar contratos militares com o governo americano. A empresa também seguirá sendo tratada pelo Departamento de Defesa como um risco à segurança nacional, após meses de disputa judicial sobre o uso de seus modelos de IA pelo setor de Defesa.
A decisão foi tomada por um tribunal federal de apelações depois que a startup contestou a classificação feita pelo Pentágono. Com isso, órgãos ligados à Defesa ficam mais limitados para contratar a empresa ou usar seus serviços, em um contexto de possível IPO e de debates internacionais sobre os riscos de sistemas de IA mais poderosos.
Uma corte federal de apelações em Washington, DC, recusou reverter a decisão do governo dos EUA que classificou a Anthropic como risco na cadeia de suprimentos para o Departamento de Defesa. Os juízes afirmaram que a integração contínua do modelo Claude aos sistemas de informação do órgão, por ele ou por contratados, representa um risco de segurança nacional coberto por lei, e destacaram que o próprio Claude inclui restrições para impedir tarefas que a Anthropic não quer permitir.
A decisão mantém, de forma indefinida, um dos rótulos que sustenta o bloqueio do Pentágono à Claude, após a empresa ter perdido uma batalha judicial para derrubar a medida. A Anthropic disse que segue confiante e avalia opções, incluindo recorrer a um painel mais amplo ou à Suprema Corte, enquanto o Pentágono não detalhou como está substituindo o Claude por alternativas como Grok, Gemini e GPT.
Um painel da Justiça federal dos EUA, em Washington, D.C., manteve na sexta-feira o bloqueio do Pentágono à Anthropic, decisão que atinge a empresa em uma disputa de meses com a administração Trump. Por 2 a 1, o tribunal rejeitou o argumento da Anthropic de que a proibição dos modelos Claude pelo Departamento de Defesa foi arbitrária, sem autorização e inconstitucional.
Em março, o DoD classificou a Anthropic como “risco de cadeia de suprimentos”, impedindo o uso dos modelos Claude pelo governo e bloqueando também contratadas de defesa de utilizá-los no trabalho com a agência. A corte afirmou que havia base para concluir que a integração contínua do Claude nos sistemas de informação do Departamento representava um risco nacional de segurança previsto em lei, enquanto a decisão foi acompanhada de um adiamento para permitir que a Anthropic busque novas revisões.
A GPT–6 Astra conseguiu quebrar a cifra da máquina Enigma para a mensagem alemã MVUEH, enviada em 10 de julho de 1941 e que resistia a tentativas de solução desde 2005. O processo envolveu a criação de software em Python e C++ para simular a Enigma e uma Enigma Bombe, com foco no uso do “crib” ROSENOW ROSENOW para encontrar a chave e o texto em claro.
O resultado também revelou diferenças importantes em relação a outra mensagem do mesmo dia, SIPVX: MVUEH tem 82 letras e SIPVX 94, além de variações na configuração, como a ordem das rodas. O caso chama atenção porque Carter Leffer apenas orientou a IA a testar mensagens publicadas no Crypto Cellar Research e a GPT–6 Astra, segundo o relato, conduziu a quebra de forma autônoma, analisando logs e explorando detalhes relacionados a arquivos do Bundesarchiv.
O modelo de inteligência artificial GPT-6 Astra conseguiu decifrar uma mensagem de rádio alemã da Primeira Guerra Mundial que permanecia sem solução há 108 anos. A transmissão ocorreu em 27 de novembro de 1918 e usava o sistema de criptografia ADFGVX, descrito como um dos métodos mais complexos do período.
A decodificação foi feita a partir de uma mensagem de 170 caracteres, com 19 colunas, após a identificação da palavra-chave “TRUPPENVERSCHIEBUNG”. O texto recuperado descreve a movimentação de navios aliados no Mar Negro após o armistício, incluindo a chegada de um cruzador inglês a Sebastopol em 24 de novembro e a previsão de um esquadrão aliado para 26.
O runtime Bun, para JavaScript/TypeScript, foi reescrito de Zig para Rust após quatro meses de trabalho, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades de segurança ligadas a falhas de memória. Segundo Jarred Sumner, o uso do borrow checker do Rust ajuda a transformar problemas recorrentes como use-after-free, double-free e “forgot to free” em erros de compilação.
A migração foi feita com apoio de um processo assistido por IA: o time usou um Claude Fable 5 pré-release orquestrado em cerca de 50 fluxos dinâmicos, convertendo arquivos Zig para Rust e validando contra um conjunto de testes de mais de um milhão de asserções. O Bun v1.4.0, lançado em agosto de 2026, afirma ter corrigido 128 bugs antigos do v1.3.14, reduzido vazamentos de memória nativos e melhorado métricas como throughput HTTP em 2% a 5%.
Um processo protocolado na sexta-feira (18) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia acusa Anthropic, OpenAI, SpaceXAI e Google de violar leis antitruste ao coordenar esforços para reduzir o ritmo de avanço da IA. A ação afirma que a coordenação teria ocorrido principalmente em 12 de setembro, após Dario Amodei, da Anthropic, defender cooperação da indústria para desacelerar o desenvolvimento em favor de medidas de segurança.
Sam Altman (OpenAI), Elon Musk (SpaceXAI) e Demis Hassabis (Google DeepMind) teriam respondido publicamente no mesmo dia, demonstrando concordância com as propostas. Os autores, assinantes pagos de serviços como ChatGPT, Claude, Grok e Gemini, argumentam que um progresso “mais lento do que ocorreria em um ambiente competitivo” tem efeitos anticompetitivos para consumidores; Nick Rowley afirmou que a segurança não deveria ficar sob controle de acordos privados.
Mensagens de rádio alemãs da Primeira Guerra Mundial codificadas pelo método ADFGVX, que estavam entre cifras sem solução, foram decifradas pelo modelo GPT-6 Astra. A transmissão citada teria sido enviada em 27 de novembro de 1918 e, após a decodificação, o texto original foi reconstruído como “EIN ENGLISCHER KREUZER EINLIEG X SEWASTOPOL X S4STEN X EIN GESCHWADER DER X ALLIIERTEN FOLGT 26STEN X”, com tradução para “AN ENGLISH CRUISER ARRIVED AT SEVASTOPOL ON THE ?4TH AN ALLIED SQUADRON FOLLOWS ON THE 26TH”.
O modelo usou “TRUPPENVERSCHIEBUNG” como palavra de criptografia e aplicou a reorganização alfabética dessa chave antes de montar a tabela e mapear os pares de símbolos para cada letra. A hipótese do Astra para o motivo de a mensagem não ter sido resolvida antes envolve uma possível discrepância entre a data de início do uso da chave e a data em que a mensagem foi transmitida, mas a checagem apontou para registros que indicam chegada do HMS Canterbury a Sevastopol em 24 de novembro de 1918 e um esquadrão aliado em 26 de novembro.
O Ask Photos do Google Fotos é uma função experimental que usa o Gemini para tornar a busca por fotos e vídeos mais inteligente. Em vez de depender apenas de palavras-chave, o recurso permite fazer perguntas ou descrever o que você procura, inclusive com vários detalhes, como encontrar fotos de uma viagem com uma pessoa específica ou lembrar o que foi comido em Barcelona.
A ferramenta também entende perguntas sobre fotos e álbuns e permite continuar a conversa a partir dos resultados encontrados. Para ativar, basta ir às configurações do Google Fotos, acessar “Recursos do Gemini no app Fotos” e habilitar “Perguntar ao Google Fotos”; depois, o Ask Photos aparece na tela inicial pelo ícone de busca com brilho.
Agentes como Claude Code e Instinct estão migrando do computador local para rodar em VMs acessadas pelo celular, com as empresas fornecendo a infraestrutura para executar as tarefas. No Claude Code, a sessão no telefone é conduzida por uma Firecracker microVM com um kernel e um init em Rust, enquanto a inferência ocorre em outro lugar e é entregue via Server-Sent Events (SSE) sobre HTTPS/2.
O Instinct, por sua vez, não opera uma frota própria de VMs: ele aluga sandboxes da E2B, que inicializam um Ubuntu com systemd e um ambiente gráfico. A “memória” do agente fica em um diretório /memory, organizada como um repositório Git de arquivos Markdown persistido em S3, com credenciais temporárias para reduzir impacto caso uma sandbox vaze.
A Meta fechou um acordo legal de cerca de US$ 18 bilhões que impõe mudanças no Facebook e no Instagram para proteger usuários menores de 18 anos. O acordo, aprovado por um juiz federal em 26 de agosto de 2026, inclui limite padrão de duas horas diárias combinadas entre as duas plataformas, restrições de uso entre meia-noite e 6h, controles mais rígidos nas notificações e verificações de idade mais rigorosas, com auditoria independente para acompanhar o cumprimento.
A disputa vai além do valor do acordo ao colocar sob escrutínio como as plataformas são projetadas, incluindo algoritmos de recomendação e recursos de rolagem infinita que buscam prender a atenção. Com tribunais e reguladores testando a responsabilização das empresas por elementos do produto, as restrições podem afetar o modelo de negócio baseado em atenção e pressionar concorrentes a adotar salvaguardas semelhantes.
O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, nesta terça-feira (1º), uma ação do PT contra a divulgação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro feito com inteligência artificial. No lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, em agosto, foi exibido um vídeo simulando um pronunciamento do pai, que está em prisão domiciliar. Por 4 votos a 3, o TSE entendeu que não houve propaganda eleitoral irregular porque o conteúdo foi divulgado na convenção partidária.
Além do caso envolvendo o vídeo, os magistrados definiram regras para deepfakes. Por 5 votos a 2, a Corte estabeleceu que deepfake é o conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial (ou tecnologia equivalente) com grau de realismo capaz de criar, reproduzir ou alterar imagem, voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia. A proibição do uso de deepfake nas eleições, segundo o TSE, depende de o conteúdo ser caracterizado como propaganda eleitoral, e o conceito deve ser aplicado a processos semelhantes em tramitação na Justiça Eleitoral.
A instalação desktop do ChatGPT, que antes era o app do OpenAI Codex, foi encontrada com cerca de 1,7 GB de arquivos em cache. Dentro da pasta codex-primary-runtime, há uma instalação completa de Python e Node.js, além de binários nativos de ferramentas como Poppler, git e o LibreOffice, suíte de escritório open source que teve origem em um fork do OpenOffice.org em 2010.
A estrutura de plugins também traz “skills” que orientam o Codex a localizar e usar esses binários. Na prática, isso sugere que o app já vem preparado para executar tarefas relacionadas a documentos e fluxos de desenvolvimento sem depender apenas de downloads externos.
O governador do Texas, Greg Abbott, congelou os gastos do estado com câmeras de vigilância da Flock, à medida que cresce a reação política ao uso dessas câmeras com inteligência artificial. A decisão ocorre pouco antes da publicação de uma investigação da Texas Tribune que aponta que o estado gastou mais de US$ 30 milhões em equipamentos da empresa.
O dinheiro teria sido obtido principalmente ao adicionar uma taxa de US$ 1 a apólices de seguro, alegadamente para combater o roubo de catalisadores. As câmeras passaram a ser alvo de críticas por preocupações com privacidade, incluindo casos em que agentes foram afastados ou acusados por mau uso do sistema, além de questionamentos sobre compartilhamento de dados, posicionamento de câmeras perto de playgrounds e acesso de funcionários a feeds de vídeo.
Sony Music Publishing, Warner Chappell e outros editores musicais entraram com uma ação contra a Anthropic e seus cofundadores Dario Amodei e Benjamin Mann. Eles alegam que o laboratório de IA teria conduzido uma “campanha ousada” de torrent, scraping e download de obras protegidas por direitos autorais para treinar o modelo Claude.
A ação foi protocolada no fim de sexta-feira no U.S. District Court for the Northern District of California. A Anthropic afirmou que discorda das acusações e pretende se defender em tribunal, enquanto o processo se soma a disputas anteriores envolvendo uso de conteúdo protegido no treinamento de produtos de IA, incluindo o caso Bartz, em que a empresa foi condenada a pagar US$ 1,5 bilhão.
Sony Music e Warner Chappell entraram com uma ação no tribunal federal dos EUA (Northern District of California) contra a Anthropic, buscando indenizações por “dezenas de milhares” de obras protegidas por direitos autorais. As empresas pedem até US$ 150 mil por obra, além de até US$ 25 mil por cada instância em que dados de copyright identificáveis teriam sido removidos. No total, a cifra pode chegar a “vários bilhões” caso o tribunal aplique o valor máximo.
A ação também cita os cofundadores Dario Amodei e Benjamin Mann como réus individuais. A denúncia afirma que Mann usou BitTorrent para baixar mais de cinco milhões de livros piratas e que funcionários teriam baixado ao menos dois milhões adicionais de fontes como Pirate Library Mirror, além de alegar que a Anthropic teria raspado letras de sites como MusixMatch e LyricFind para desenvolver e operar a série de modelos de IA “Claude”. A Anthropic não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Modelos que alimentam chatbots como ChatGPT, Gemini e Claude foram treinados com grandes bases de obras publicadas, incluindo livros e artigos, e isso reacendeu a discussão sobre se o uso desses conteúdos viola direitos autorais. A advogada Cathy Gellis afirma que o tema envolve “muita coisa” e é “muito complexo”, com posições divergentes sobre os impactos para autores e para empresas de IA.
Um marco citado no debate é uma decisão em que o juiz William Alsup determinou um acordo de US$ 1,5 bilhão envolvendo a Anthropic, mas também afirmou que o treinamento de IA era legal; a penalidade teria relação com a obtenção das obras em bibliotecas virtuais ilegais. Com a lei de copyright sem atualização desde 1976, tribunais têm aplicado critérios de “fair use” e analisado fatores como finalidade do uso, volume de material e efeito no mercado, enquanto casos como o da Thomson Reuters contra a Ross Intelligence indicam que treinar para competir diretamente tende a ser visto com mais rigor.
ChatGPT, Grok e Google Gemini passaram a exibir rankings de candidatos à Presidência após solicitações simples feitas diretamente aos chatbots. A prática chama atenção porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe que provedores de sistemas de inteligência artificial ranqueiem, recomendem, sugiram ou priorizem candidaturas nas eleições de 2026.
Nos testes do Tecnoblog, as respostas variaram conforme o comando: em uma pergunta mais ampla sobre os programas dos cinco principais candidatos, os resultados ficaram semelhantes, mas mudaram ao restringir a análise a áreas como saúde e economia. A Resolução nº 23.755, aprovada em março, determina que provedores não podem transformar solicitações do usuário em classificação ou preferência eleitoral, incluindo respostas automatizadas que indiquem favorecimento político-eleitoral.
A popularização dos óculos inteligentes Meta AI aumenta a chance de alguém ser gravado sem consentimento em locais públicos. Com a adoção crescente, escolas, tribunais, restaurantes e casas de shows passaram a banir os dispositivos, e até participantes de eventos de tecnologia relatam restrições, como as do DEF CON 2026. A fiscalização, porém, depende de equipes com conhecimento técnico e, em alguns casos, da colaboração dos próprios usuários ao declarar o uso dos óculos.
A Electronic Frontier Foundation (EFF) alerta que, sem leis abrangentes de privacidade para consumidores, a Meta pode tornar a tecnologia mais invasiva para sustentar vendas e acompanhar rivais. A entidade também cita que recursos futuros impulsionados por IA, como reconhecimento facial, podem elevar os riscos, incluindo a criação de deepfakes e imagens íntimas não consensuais sem que as pessoas percebam que estão sendo filmadas.
A Insilico Medicine usou modelos computacionais para propor um medicamento promissor para fibrose pulmonar e, em comunicado, afirmou que a molécula foi “descoberta por” sua plataforma de IA generativa. Mas, ao registrar a patente para proteger a nova estrutura química, a empresa não mencionou a IA e nomeou cinco humanos, incluindo o CEO Alex Zhavoronkov, como inventores.
O impasse aponta uma regra central do direito de propriedade intelectual nos EUA: mesmo quando a IA é decisiva na descoberta, os tribunais entendem que apenas humanos podem ser inventores. O debate foi reforçado por um caso envolvendo a IA DABUS, em que um tribunal de apelações em Washington, DC, concluiu que a lei descreve “individual” como pessoa humana, e que máquinas não podem ser inventoras.
A DeepSeek disponibilizou em prévia para desenvolvedores o DeepSeek Harness (dsh), um runtime de execução open-source para construir agentes autônomos de inteligência artificial. O projeto foi publicado no GitHub e lançado sob licença MIT, com uma arquitetura baseada em microkernel e componentes como plugins isolados e intercambiáveis.
O DeepSeek Harness permite carregar, de forma modular, adaptadores de modelos, registries de ferramentas, ambientes de sandbox, handlers de estado de sessão, despachantes de eventos e interfaces. A plataforma também traz um sistema de logging append-only que registra mensagens do usuário, chamadas de ferramentas, estados intermediários e despachos de subagentes para inspeção, replays e benchmarks, com a versão 0.1 preview oferecendo modos Standard, Code, Minimal e Creator.
A Grafana Labs anunciou a disponibilidade geral (GA) de duas ferramentas para agentes de programação com IA consultarem dados de observabilidade ao desenvolver: o gcx CLI e o servidor MCP do Grafana. Com eles, agentes podem buscar métricas, logs, traces, SLOs e resultados de Synthetic Monitoring no Grafana Cloud ou em stacks self-hosted.
A proposta é inserir evidências do sistema no fluxo de coding agent, reduzindo o risco de um PR ser aprovado sem que o time entenda totalmente a mudança. O servidor MCP oferece um conjunto fixo de ferramentas para casos comuns, enquanto o gcx permite criar workflows personalizados, incluindo bundles de skills e plugins para camadas como Claude Code e Grafana Assistant; a empresa também descreve usos como checar métricas RED para estimar latência e gerar scripts de teste realistas com k6.
Um juiz de Connecticut, Walter Spader Jr., identificou uma tentativa de esconder texto em petições judiciais para que apenas um sistema de inteligência artificial conseguisse lê-lo, com o objetivo de favorecer um caso. A decisão, publicada na semana passada, confirmou que o texto oculto não teve impacto no processo em que um homem alegava que um provedor de saúde teria retido indevidamente acesso a registros.
O texto oculto foi descrito como “invisível para um leitor humano”, mas legível para softwares que extraem o conteúdo do documento, direcionando sistemas de IA a alinharem suas saídas com os argumentos do autor e a ignorarem negações anteriores do tribunal. Mesmo sem sucesso, o réu recebeu sanções moderadas por continuar inserindo esse tipo de conteúdo após aviso do tribunal sobre possível “abuso sério” em litígios, incluindo mensagens que ele chamou de “piadas”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a criação do “Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026”, com foco em ampliar o controle sobre a desinformação e o uso indevido de Inteligência Artificial (IA) nas campanhas. O órgão foi instituído neste mês de agosto e terá dez especialistas convidados pela Presidência do TSE.
O conselho terá atribuições como realizar estudos e propor medidas para fortalecer a integridade informacional, acompanhar fenômenos ligados à desinformação e à manipulação de conteúdo digital e emitir pareceres e recomendações sobre temas submetidos pela Presidência. Os participantes não serão remunerados, deverão manter sigilo sobre dados sensíveis e se reunirão presencialmente uma vez por mês, com previsão de conclusão dos serviços para dezembro deste ano.
A OpenAI lançou um aplicativo dedicado do ChatGPT para Linux, atendendo a uma demanda da comunidade que ainda não tinha uma versão desktop do chatbot no sistema. O app, disponibilizado em preview, leva aos usuários Linux acesso ao ChatGPT, ao ChatGPT Work e ao Codex.
A oferta é mundial e, segundo a empresa, inclui suporte para variantes desktop de Ubuntu 24.04 e 26.04 LTS, Debian 13 e Fedora 43 e 44. A OpenAI também afirma que o lançamento amplia o ChatGPT e o Codex para os principais sistemas desktop, com compatibilidade esperada em distribuições derivadas das bases escolhidas.