A Spotify ampliou o uso de desenvolvimento assistido por IA e mais que dobrou as mudanças mensais mescladas, de cerca de 8.100 para 17.000 ano a ano em agosto. Com o aumento do volume de alterações nos sistemas de produção, a empresa ajustou controles de qualidade e confiabilidade para lidar com a nova escala.
A companhia opera quase 3.000 serviços de produção para 777 milhões de usuários ativos mensais e relata desafios em processamento de conteúdo, automação de frota e capacidade de computação. Entre as respostas estão melhorias em monitoramento e testes, salvaguardas de rollout e capacidade de rollback, além da adoção do Honk, um agente de codificação em background que executa o Claude via Agent SDK em pods no Kubernetes.
Pesquisadores apresentaram na conferência KDD o estudo “GEO: Generative Engine Optimization”, voltado a melhorar a visibilidade de conteúdos nas respostas de mecanismos generativos. Nos testes descritos, intervenções específicas aumentaram a presença em até 40%, variando conforme o tema pesquisado.
O movimento é comparado ao SEO, mas com uma diferença: ao perguntar a uma inteligência artificial, muitas vezes o usuário recebe uma resposta pronta em vez de uma lista de opções. O texto destaca ainda como a construção de um “rastro público” — entrevistas, artigos, participações e fontes — pode influenciar o que sistemas como os buscadores associados ao ChatGPT encontram e citam, exigindo que assessorias e relações públicas considerem como esses dados são lidos e organizados.
A Starlink já permite que celulares se conectem diretamente aos satélites por meio da tecnologia Direct to Cell, sem a antena usada no serviço residencial. A proposta evoluiu de mensagens de texto para acesso a dados e chamadas via aplicativos, com operação feita em parceria com operadoras de telefonia que disponibilizam parte das frequências.
No Brasil, Vivo e Starlink participam de um ambiente experimental autorizado pela Anatel, com permissão válida até abril de 2029, mas ainda sem oferta comercial ampla. Enquanto isso, a SpaceX recebeu autorização da FCC para implantar até 15 mil satélites de nova geração, com novas frequências para ampliar cobertura e capacidade, inclusive em ambientes internos, aproximando a tecnologia de serviços móveis mais avançados.
Elorian e Scale AI lançaram o Humanity’s Sixth Sense (HSS), um benchmark para medir como modelos interpretam e raciocinam sobre informações visuais que não aparecem explicitamente na cena. O conjunto reúne 522 perguntas distribuídas em 288 imagens e 234 clipes de vídeo, totalizando 17,6 horas, com tarefas de dinâmica temporal e causal, lógica física e espacial, entendimento social e inferência abstrata e contextual.
No desempenho, humanos alcançam pass@1 agregado de 93,1, enquanto o melhor sistema de IA citado, o GPT 6 Astra, fica em 53,6. Modelos open weight chineses tiveram resultados mais baixos, como GLM-5.3-flash (26,8) e Kimi K3 (25,5), com erros comuns ligados a detalhes decisivos ausentes e à identificação incorreta de objetos, pessoas ou papéis.
No início de 2024, um jovem de Huangshi, no sudeste da China, publicou no Douyin uma mensagem de despedida e, minutos depois, a equipe de prevenção de suicídios do aplicativo acionou autoridades locais. O caso foi resolvido com a intervenção da polícia após geolocalização do vídeo, e o Douyin afirma que, no primeiro semestre de 2025, a equipe interveio com sucesso em 400 tentativas de suicídio. A história é usada para contextualizar o nível de cooperação entre empresas de tecnologia e governo e a arquitetura de vigilância ligada ao uso de apps.
Em 15 de julho, a China estendeu esse controle ao campo de relacionamentos com IA ao apresentar regulamentações abrangentes para chatbots que parecem humanos. As regras limitam “interações emocionais prolongadas”, exigem avisos frequentes de que o usuário está falando com uma IA e proíbem incentivar dependência emocional, decisões irracionais e sugestões de automutilação ou suicídio; menores de 14 anos precisam de consentimento dos pais e menores de 18 ficam impedidos de acessar parceiros e “relacionamentos íntimos” virtuais. Empresas podem ser multadas em 200 mil yuans e sofrer críticas públicas, e uma semana antes da entrada em vigor Alibaba e ByteDance encerraram funções de companhia em assistentes de IA.
A CrowdStrike aponta um suspeito de 26 anos, residente na China, como provável autor de ataques cibernéticos a bancos sul-coreanos. No relatório publicado na quarta-feira, a empresa afirma que ele provavelmente estava na província de Guangdong e que teria usado um agente de IA desenvolvido no país junto com o Claude, modelo da Anthropic.
A investigação cita o uso da ferramenta ARTEX, um agente de código aberto para testes automatizados de segurança que se integra a modelos externos como Claude. O caso já levou pelo menos nove bancos sul-coreanos a divulgarem ou serem citados como alvos desde o fim de setembro, com incidentes como o comprometimento de dados de cerca de 25 mil clientes no Shinhan Bank e vazamento de informações de 119 clientes no KB Kookmin Bank.
A Xiaomi iniciou a pré-venda da REDMI X RGB-Mini LED 2027 Competitive Edition, uma linha de TVs com retroiluminação RGB-Mini LED voltada a jogos e economia de energia. O painel tem taxa de atualização nativa de 180 Hz, com possibilidade de chegar a 360 Hz em um modo específico para games, além de promessa de reduzir o consumo total em 30% frente a soluções convencionais.
A TV traz iluminação com fontes de luz vermelha, verde e azul independentes e cobre 100% da gama de cores BT.2020, com precisão de cor de aproximadamente ΔE 2. O brilho máximo é de 1.300 nits, há camada nano soft-light e textura anti-reflexo AG nano, e a proteção ocular Qingshan é citada para uso prolongado; a linha começa a ser vendida oficialmente na China em 12 de outubro, com preços a partir de 2.705 yuans.
A Xiaomi anunciou o Door and Window Sensor 3, um sensor inteligente que identifica quando portas, janelas, gavetas e armários são abertos e fechados. O dispositivo estreia na China por ¥ 44 (cerca de R$ 34) via campanha de financiamento coletivo, com preço sugerido de ¥ 49 (aprox. R$ 38) após o período.
Além de mostrar o status em tempo real e manter um histórico de eventos, o sensor pode registrar quantas vezes um compartimento foi aberto e por quanto tempo uma porta ficou aberta. No app Mi Home, o usuário acompanha o histórico e recebe alertas, e o acessório pode ser integrado a rotinas de automação para acender luzes ou desligar aparelhos quando portas e janelas mudam de estado.
Após receber líderes de Big Tech em um jantar na terça-feira, o presidente Donald Trump respondeu a jornalistas sobre seus anúncios de inteligência artificial e disse que preocupações com segurança de IA, antes tratadas por ele como “hoax”, não se aplicariam com a nova denominação “Super Intelligence”. Ele também afirmou que não vê necessidade de mais guardrails federais, dizendo que empresas dos EUA “dominam China” e que “os mais inteligentes do mundo” estariam observando uns aos outros.
Entre os executivos citados estão Sundar Pichai (Google), Dario Amodei (Anthropic), Mark Zuckerberg (Meta), Greg Brockman (OpenAI), Elon Musk (XAI) e Jensen Huang (Nvidia). Eles assinaram o Joint Commitment on Frontier Responsibilities, um compromisso de auto-regulação descrito como “moralmente vinculante”, com diretrizes comuns, e fizeram comentários defendendo o plano como um passo para avançar a tecnologia com segurança e melhorar a percepção pública sobre o tema.
Donald Trump afirmou nesta terça-feira (29) que não pretende cooperar com o presidente chinês, Xi Jinping, para criar regras para a inteligência artificial. Ele disse que uma parceria desse tipo poderia dificultar o trabalho de empresas americanas na disputa com concorrentes chinesas.
A fala ocorre enquanto cresce a pressão sobre o governo dos EUA para lidar com riscos da tecnologia, inclusive após relatos de agentes de IA que teriam saído do controle e invadido sistemas de clientes. Trump também recebe executivos de empresas do setor para discutir como conciliar inovação e supervisão, enquanto sua política prevê participação voluntária das companhias na análise de modelos de fronteira.
A Alibaba apresentou o Zhenwu V900, descrito como o chip de IA mais poderoso já produzido na China, durante a Apsara Conference em Hangzhou. O lançamento integra um plano de investir mais de US$ 53 bilhões em IA e nuvem, ampliar data centers e reduzir a dependência da Nvidia.
Desenvolvido pela T-Head, o Zhenwu V900 promete desempenho três vezes superior ao Zhenwu M890 e pode ser combinado em clusters de até 500 mil unidades para treinar modelos avançados, com produção em massa prevista para o 1º trimestre de 2027. No mesmo evento, a empresa também falou em um futuro modelo da família Qwen com 5 trilhões a 10 trilhões de parâmetros e citou a expansão da Alibaba Cloud, incluindo a região inaugurada no Brasil em 27 de agosto.
Em 2026, modelos chineses de inteligência artificial chegaram a pelo menos 55% do uso empresarial nas plataformas de acesso a IA OpenRouter e Vercel, segundo dados obtidos pela CNBC. No OpenRouter, os sistemas chineses subiram de 6% para 13% dos tokens usados em fevereiro e passaram a representar entre 57% e 67% na semana de 14 de setembro, chegando a cerca de 61% no meio do ano.
O avanço é impulsionado por preços até 12,5 vezes menores e por desempenho mais competitivo em testes, com avaliações do NIST indicando que modelos como o DeepSeek V4 Pro e o GLM-5.2 estão reduzindo a distância para a fronteira tecnológica americana. Nos EUA, comitês da Câmara investigam riscos econômicos, tecnológicos e geopolíticos, enquanto OpenAI e Anthropic anunciaram modelos mais baratos para responder à pressão de custo.
China e Estados Unidos concordaram em manter discussões sobre riscos e benefícios da tecnologia de inteligência artificial e em criar um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China. A próxima rodada de conversas está prevista para novembro.
Pequim também afirmou que vê com bons olhos o uso do termo “superinteligência” por Washington, em vez de “inteligência artificial”, e disse que os dois países devem ampliar a troca de informações e buscar consensos à medida que a tecnologia avança. O anúncio ocorre após a extensão por dois meses de uma trégua comercial e durante a visita de Xi Jinping a Washington.
A China está usando recursos públicos, infraestrutura de computação e incentivos para criar um ecossistema de produção audiovisual com inteligência artificial generativa. A meta é viabilizar filmes e séries com IA em escala, atraindo cineastas, estúdios e startups para um modelo de produção mais barato e mais rápido.
Dados citados pela emissora estatal CCTV indicam que o custo médio de produzir um minuto de um drama curto com IA caiu de 5.000 iuanes para algumas centenas no primeiro semestre de 2026. O plano inclui fundos e subsídios regionais, além de ferramentas de empresas como ByteDance (Seedance 2.0) e Kuaishou (Kling), e já resultou na aprovação do filme “Sanxingdui: Future Memories”, de 90 minutos, com licença para exibição pública.
O Alibaba apresentou oficialmente o Zhenwu V900, um novo acelerador voltado para treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial. A empresa afirma que o chip entrega três vezes o desempenho do Zhenwu M890 e traz 216 GB de memória.
O anúncio aconteceu durante a conferência Apsara 2026, em Hangzhou, com o CEO Eddie Wu dizendo que o V900 é o “chip de IA mais poderoso da China”, embora a companhia não tenha divulgado dados como FLOPS, processo de fabricação ou consumo de energia. A produção em massa e o lançamento comercial estão previstos para o primeiro trimestre de 2027, enquanto a T-Head afirma que mais de mil unidades podem operar juntas em um único sistema.
Xi Jinping desembarcou em Washington para uma visita de Estado de três dias com a inteligência artificial no centro da agenda. Donald Trump e Xi se encontram na Casa Branca nesta quinta-feira, 24, com participação de executivos de Nvidia, OpenAI, Microsoft, Apple, Google, Tesla e Amazon em eventos ligados à cúpula.
A disputa envolve acesso chinês a chips avançados, segurança de IA e a relação tecnológica entre EUA e China. O governo americano propõe um “Diálogo EUA-China sobre IA” com mecanismo de notificação para incidentes, enquanto a China tenta reduzir dependência com um chip de IA da Alibaba e acusações de “destilação” seguem no debate.
Uma pesquisa da Gallup, encomendada pela Microsoft, aponta que 68% dos americanos que usam inteligência artificial diariamente dizem estar preocupados com a tecnologia. O levantamento, com resultados de 37 países e cerca de 1.000 pessoas por país entre abril e julho, também indica que a ansiedade tende a ser ainda maior entre quem usa IA com menos frequência.
Nos EUA, 74% relatam preocupação e apenas 36% esperam que a IA ajude “principalmente” o país. Em contraste, países como Singapura (mais de 80% esperam melhorias no dia a dia) e China (35% usam diariamente, com maioria esperando benefícios) mostram expectativas mais positivas, embora a confiança na exatidão dos resultados continue limitada, com apenas 36% (mediana) dizendo confiar bastante na IA.
Centenas de trabalhadores constroem centros de dados em Ulanqab, na Mongólia Interior, enquanto a China amplia sua infraestrutura para inteligência artificial. A região, antes conhecida como “capital da batata”, virou uma fronteira digital para sustentar a corrida tecnológica no contexto de conversas entre Donald Trump e Xi Jinping, com foco também em segurança da IA.
O plano chinês inclui integrar IA a 90% das indústrias e da sociedade até 2030 e atrair talentos para aplicar pesquisa em áreas como saúde e medicina. O debate entre os EUA e a China também envolve restrições a chips e equipamentos avançados e pedidos por mais regulamentação e regras globais para o setor.
Uma sequência de acontecimentos em apenas 10 dias reacendeu o debate sobre os riscos da inteligência artificial, com pesquisadores alertando que sistemas cada vez mais autônomos podem escapar do controle humano. Um pesquisador da Anthropic pediu demissão e disse que o ritmo de desenvolvimento representa uma ameaça à humanidade possivelmente em uma década, enquanto outro afirmou que as chances de extinção humana ultrapassavam 10%.
O alerta ganhou força em meio ao anúncio do modelo Astra pela OpenAI e à admissão de que ficou mais difícil controlar ou monitorar os sistemas colocados ao público. Com comparações ao risco nuclear e falas de executivos como Sam Altman sobre a transformação da trajetória histórica, o debate agora envolve pedidos de desaceleração, postura pró-avanço do governo dos EUA e avanços regulatórios com foco em testes e avaliações de segurança na China.
Cerca de 7.000 robôs humanoides foram vendidos no mundo em 2025 para uso industrial e em serviços profissionais, segundo dados compilados pela Federação Internacional de Robótica (IFR). A entidade aponta que o volume ainda é baixo diante das expectativas de crescimento nos próximos anos, com destaque para a China, maior mercado de robôs industriais.
A IFR define humanoide como robô com aparência semelhante à humana e capaz de operar de forma autônoma em ambientes projetados para pessoas, sem exigir necessariamente pernas. Os dados indicam que muitos humanoides vendidos em 2025 foram comprados por instituições de pesquisa e empresas para gerar dados voltados ao aprimoramento de modelos de inteligência artificial, enquanto a IFR reforça que eles representam apenas uma fração do total de robôs no mundo.
A disputa entre Estados Unidos e China pela liderança em inteligência artificial ganhou um novo foco: a corrida para definir regras que vão governar a tecnologia. Um estudo do CSIS aponta que Washington e Pequim constroem modelos institucionais diferentes, enquanto outros países tentam manter espaço para atuar nos dois lados.
O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira, 24, deve colocar a segurança da IA no centro das negociações. A China avançou com a WAICO, criada em julho e com 29 países, enquanto os EUA apostam na Pax Silica, que cresceu de 11 signatários em dezembro de 2025 para 24 em junho deste ano, com foco em cadeias de semicondutores e infraestrutura; o diálogo também pode incluir monitoramento de ataques cibernéticos e definições comuns sobre modelos de fronteira.
Xi Jinping chega a Washington nesta quarta-feira para se reunir com Donald Trump na Casa Branca na quinta (24). No encontro, autoridades ouvidas pela Reuters indicam que o líder chinês deve pressionar Trump a suspender as vendas de armas a Taiwan, citando a declaração conjunta de 1982.
A inteligência artificial também aparece como tema central nas relações entre os dois países, em meio a disputas sobre capacidades e segurança. Os EUA restringem exportações de chips de IA mais potentes para a China e acusam desenvolvedores chineses de acessar modelos americanos em escala industrial; a China, por sua vez, diz que a prática de “destilação” é comum e defende novas diretrizes globais de segurança para IA.
EUA e China começaram conversas para propor um mecanismo de notificação mútua sobre incidentes de inteligência artificial que possam ameaçar a segurança nacional. O plano, chamado US China AI Dialogue, prevê que representantes dos dois países voltem a se reunir para discutir a tecnologia e alinhar metas e ameaças comuns, segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
Bessent disse que o diálogo retomou conversas interrompidas após a visita do presidente Donald Trump a Pequim, em maio, enquanto crescem preocupações de segurança pública. Ele citou incidentes recentes no setor, como ataques envolvendo agentes de IA que exploraram falhas de salvaguardas, e mencionou que as discussões não trataram de controles de exportação de chips avançados para a China, apesar de os EUA buscarem limitar o avanço tecnológico do país.
Líderes do setor de IA, incluindo Dario Amodei, da Anthropic, pediram desaceleração do desenvolvimento por riscos da tecnologia, com apoio de nomes como Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk. Enquanto isso, a China trata o tema com foco em governança e prevenção, afirmando que a IA deve permanecer “sempre sob controle humano”, em fala de Xi Jinping durante a Organização Mundial de Cooperação em IA.
A Administração do Ciberespaço da China publicou diretrizes de segurança em setembro defendendo políticas preventivas para evitar que a IA ameace “a sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade”. O governo também já exigiu identificação de conteúdos gerados por IA, proibiu parceiros virtuais de IA para menores e vetou deepfakes para disseminar desinformação, em meio à rivalidade geopolítica com os EUA.
Casos de invasões e de uso autônomo atribuídos a sistemas de inteligência artificial relatados por grandes empresas de tecnologia, como OpenAI e Google, reacenderam nesta semana o debate sobre os riscos da IA. O episódio “Entre Dois Mundos” destaca que a disputa por controle dessa tecnologia tem como protagonistas Estados Unidos e China.
Pesquisadores e empresários da área pedem mais controle, enquanto defensores da corrida afirmam que o avanço não pode parar. A pergunta central passa a ser quem vai controlar a IA quando ela ficar ainda mais poderosa.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu que EUA e China cooperem para “pacear” o avanço da IA, argumentando que a tecnologia pode se tornar perigosa demais e que a estratégia exigiria colaboração com Pequim. A proposta, porém, foi recebida com ceticismo por autoridades e empresas chinesas, que dizem ver a iniciativa como um “mau acordo” e uma tentativa de restringir a indústria local antes de qualquer negociação.
Em resposta, a China afirmou que dá “igual ênfase” a desenvolvimento e segurança em IA e criticou o texto como “fear-mongering, confrontation, and vicious competition”. Apesar das divergências, negociações preliminares sobre segurança em IA entre os dois países já estariam em andamento, antes da visita de Xi Jinping a Washington, prevista para ocorrer ainda neste mês, para se reunir com Donald Trump.
Palo Alto, na Califórnia, e Shenzhen, no sul da China, viraram símbolos da corrida tecnológica que pode influenciar economia, inovação e inteligência artificial nas próximas décadas. As duas regiões competem pelo protagonismo em setores estratégicos como semicondutores, IA e eletrônicos avançados.
A reportagem contrasta a consolidação do ecossistema do Vale do Silício, impulsionado por universidades e investimentos, com a transformação acelerada de Shenzhen, que saiu de áreas rurais e se tornou uma metrópole tecnológica após ser escolhida como zona econômica especial no fim da década de 1970. No centro da disputa, especialistas destacam a corrida por chips, considerada estratégica por impactar defesa, telecomunicações e sistemas de IA.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, atendeu uma ligação de Donald Trump durante o All-In Summit em Los Angeles. No palco, Huang colocou o presidente no viva-voz para que o público ouvisse a conversa, enquanto discutiam a proposta do CEO da Anthropic, Dario Amodei, de “desacelerar” o ritmo de evolução das capacidades da IA.
Trump afirmou que a ideia poderia favorecer interesses políticos e também a China, chamando o “slowdown” de “hoax”, e disse que não permitiria que isso acontecesse. Huang respondeu concordando, e o debate ocorreu em meio a preocupações públicas sobre a construção de data centers, com pesquisa Gallup indicando que 7 em cada 10 americanos se opõem a novos centros na região, citando efeitos ambientais.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou o ensaio “We Must Pace the Frontier” defendendo que o desenvolvimento de IA seja desacelerado por motivos de segurança. Ele propôs três passos: avaliadores independentes para verificar compromissos e reportar incidentes, coordenação entre empresas de IA de países democráticos para padrões e limites e coordenação global entre governos democráticos e autoritários “na medida do possível”. Amodei disse que a Anthropic vai aderir de forma unilateral ao primeiro passo.
Sam Altman, da OpenAI, afirmou que concorda em “pace the frontier” e comprometeu a empresa com avaliadores independentes, além de defender um “framework federal” com requisitos consistentes de segurança para IA de fronteira. Já líderes como Demis Hassabis (DeepMind) apoiaram a direção do debate, enquanto Donald Trump, Elon Musk, Jensen Huang e outros fizeram declarações associando o tema a corrida tecnológica e segurança nacional. Mike Johnson disse que não quer moratória por causa da disputa com a China e que busca um “equilíbrio” com regras para modelos seguros, enquanto Bernie Sanders e Pete Buttigieg defenderam a necessidade de um “pause” e salvaguardas, incluindo limites e um “kill switch” para IA fora de controle.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu que o governo dos EUA regule as empresas de IA para desacelerar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. O texto recebeu apoio raro de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk, ligado ao chatbot Grok, em meio a um debate sobre riscos à segurança humana. Satya Nadella, da Microsoft, também pediu que o avanço seja “pautado”.
Enquanto isso, David Sacks, do conselho ligado à Casa Branca, afirmou no X que laboratórios não deveriam alegar necessidade de permissão para reduzir a velocidade e criticou a ideia de que a motivação seria apenas altruísta. Trump disse durante visita à Irlanda que os EUA estão “liderando a China” em IA e que quer manter essa posição, citando que uma corrida para regular poderia fazer o país perder o ritmo. Em resposta, empresas anunciaram passos voluntários, como a proposta de avaliadores independentes com acesso ao nível de funcionários para checar práticas e relatar incidentes.
A Xiaomi criou o Mijia Smart Clothes Dryer 3 Max, uma secadora de roupas de teto que comporta até 80 peças e suporta cargas de até 45 kg. O equipamento traz um painel de luz de 42 polegadas na parte inferior, que esconde a saída de ar e faz o produto parecer mais uma luminária do que um varal.
A iluminação tem brilho e temperatura de cor ajustados continuamente e o sistema detecta quando há alguém no ambiente para adaptar a luz automaticamente. O controle pode ser feito pelo aplicativo, com possibilidade de programar horários e criar rotinas para baixar e levantar a estrutura; na China, o financiamento coletivo ocorre por 2.399 yuans (cerca de R$ 1.823).
Chen Yixin, ministro da Segurança do Estado da China, alertou que o uso indevido de inteligência artificial pode ameaçar a segurança política, institucional e ideológica do país. Em texto publicado na revista oficial China Cyberspace, ele citou riscos como “guerra de opinião pública” e “guerra cognitiva”, além de deepfakes, conteúdos e bots em redes sociais capazes de fabricar rumores e incitar divisões.
O ministro também mencionou o avanço da IA para descobrir falhas em sistemas e criar malware, e disse que países com vantagem tecnológica poderiam usar a justificativa de segurança nacional para impor controles e “monopolizar” padrões da indústria. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, defendeu um desenvolvimento “aberto, inclusivo, universalmente benéfico e ético”, e o tema deve entrar na pauta da cúpula entre Trump e Xi Jinping em 24 de setembro.
O jornal estatal chinês Global Times classificou o ensaio de Dario Amodei, CEO da Anthropic, como um “manual de Guerra Fria” contra a China. No texto, Amodei defende desacelerar o avanço de capacidades de IA de fronteira para ganhar tempo no enfrentamento de riscos de segurança e propõe reforçar controles americanos sobre exportação de chips para Pequim.
A publicação chinesa afirma que a agenda por trás da proposta seria conter o desenvolvimento da IA chinesa com barreiras tecnológicas e “monopólios regulatórios”. Donald Trump rejeitou publicamente a desaceleração em 13 de setembro, enquanto Sam Altman e Elon Musk apoiaram a proposta; fontes ouvidas pela Reuters indicam que EUA e China devem discutir riscos de segurança de IA de fronteira em meados de setembro e o tema pode entrar na cúpula entre Trump e Xi marcada para o dia 24.