A Spotify ampliou o uso de desenvolvimento assistido por IA e mais que dobrou as mudanças mensais mescladas, de cerca de 8.100 para 17.000 ano a ano em agosto. Com o aumento do volume de alterações nos sistemas de produção, a empresa ajustou controles de qualidade e confiabilidade para lidar com a nova escala.
A companhia opera quase 3.000 serviços de produção para 777 milhões de usuários ativos mensais e relata desafios em processamento de conteúdo, automação de frota e capacidade de computação. Entre as respostas estão melhorias em monitoramento e testes, salvaguardas de rollout e capacidade de rollback, além da adoção do Honk, um agente de codificação em background que executa o Claude via Agent SDK em pods no Kubernetes.
Pesquisadores apresentaram na conferência KDD o estudo “GEO: Generative Engine Optimization”, voltado a melhorar a visibilidade de conteúdos nas respostas de mecanismos generativos. Nos testes descritos, intervenções específicas aumentaram a presença em até 40%, variando conforme o tema pesquisado.
O movimento é comparado ao SEO, mas com uma diferença: ao perguntar a uma inteligência artificial, muitas vezes o usuário recebe uma resposta pronta em vez de uma lista de opções. O texto destaca ainda como a construção de um “rastro público” — entrevistas, artigos, participações e fontes — pode influenciar o que sistemas como os buscadores associados ao ChatGPT encontram e citam, exigindo que assessorias e relações públicas considerem como esses dados são lidos e organizados.
A Starlink já permite que celulares se conectem diretamente aos satélites por meio da tecnologia Direct to Cell, sem a antena usada no serviço residencial. A proposta evoluiu de mensagens de texto para acesso a dados e chamadas via aplicativos, com operação feita em parceria com operadoras de telefonia que disponibilizam parte das frequências.
No Brasil, Vivo e Starlink participam de um ambiente experimental autorizado pela Anatel, com permissão válida até abril de 2029, mas ainda sem oferta comercial ampla. Enquanto isso, a SpaceX recebeu autorização da FCC para implantar até 15 mil satélites de nova geração, com novas frequências para ampliar cobertura e capacidade, inclusive em ambientes internos, aproximando a tecnologia de serviços móveis mais avançados.
A SleekFlow, plataforma global de IA para conversas com foco em geração de receita, captou US$ 23,5 milhões e planeja acelerar a expansão na América Latina. Fundada em 2019, a empresa atende mais de 7 mil empresas em 70 países e processa mais de 57 milhões de mensagens por mês.
A estratégia combina agentes de IA com comunicação omnichannel e automação de vendas e atendimento, conectando conversas a dados e sistemas como CRM e e-commerce. O AgentFlow permite criar agentes que identificam intenção, entendem contexto, acessam informações integradas, executam ações e encaminham interações para humanos quando necessário, com integrações como Shopify, HubSpot e VTEX e canais como WhatsApp Business API, Instagram e Telegram.
Um vídeo que viralizou no Instagram, TikTok, X e WhatsApp mostra Flávio Bolsonaro ao lado de Fernanda Bolsonaro e atribui a ele uma fala falsa sobre cortes em pensões e no 13º salário. A checagem aponta que o áudio foi fabricado com inteligência artificial e sincronizado ao movimento dos lábios do candidato.
Ferramentas de detecção usadas no Fato ou Fake indicaram alta probabilidade de manipulação: Hive Moderation apontou 83,1% e Hiya/InVID chegou a 99% de chances de geração por IA. A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou ser uma “evidente montagem por IA” e uma “fake news eleitoral”, enquanto a gravação verdadeira apresenta outra fala sobre o resultado do primeiro turno.
A Lumio lançou o projetor Arc 7 (2026), com projeção de até 120 polegadas e promessa de imagens até 500 ANSI Lúmens. O modelo traz o ArcLight Engine 2, com estrutura selada contra poeira e lente e painel LCD aprimorados, além de melhorias que a marca diz entregar 25% mais brilho que a geração anterior.
O Arc 7 também vem com Google TV e armazenamento interno ampliado de 16 GB para 32 GB, com certificação oficial da Netflix e acesso a mais de 10 mil aplicativos. Entre os recursos, o aplicativo TLDR usa o assistente de IA Now para ajudar a encontrar o que assistir, com interação via serviços como WhatsApp e Instagram, e sugestões enviadas para a tela grande.
Perfis no Instagram estão usando personagens criados por inteligência artificial para reproduzir piadas e rotinas de stand-up de comediantes reais e transformar os vídeos em propaganda para páginas pagas no OnlyFans e no Fanvue. Alguns desses perfis reúnem centenas de milhares de seguidores e milhões de visualizações, enquanto artistas denunciam cópias de textos, gestos e até roupas em vídeos sintéticos.
Um caso com repercussão envolve “Tiffany Sloane”, personagem gerada por IA que começou a publicar em 11 de setembro e chegou a cerca de 375 mil seguidores até 5 de outubro. As páginas usam o formato de vídeos de stand-up no Instagram e, em seguida, direcionam o público para assinaturas; no OnlyFans, a plataforma permite IA apenas quando vinculada a criador verificado e identificada como conteúdo artificial, enquanto o Fanvue exige identificação clara e direitos sobre o material publicado.
O Instagram começou a liberar nos Estados Unidos o Edits Assistant, um assistente de inteligência artificial dentro do app de edição de vídeos Edits. O recurso analisa o desempenho dos Reels de cada criador e aponta fatores que podem ter ajudado a manter (ou perder) a atenção do público.
O chatbot usa dados como visualizações, novos seguidores, retenção, curtidas e compartilhamentos, além de comentários, tendências do Instagram e interesses da audiência. Com isso, o criador pode pedir explicações sobre diferenças entre vídeos e receber sugestões de ganchos, roteiros, legendas e até áudios em alta; o assistente também pode comparar versões de “Trial Reels”.
Um estudo do NetLab (UFRJ) mapeou o fluxo de desinformação até chegar ao grande público durante o primeiro turno das eleições de 2022, analisando 115,3 mil mensagens no WhatsApp e 180,9 mil no Telegram. As narrativas costumam nascer em canais menores e grupos de mobilização e, quando ganham tração, são adaptadas para redes como Instagram, TikTok, Kwai e Facebook, onde atuam recomendação algorítmica, influenciadores e impulsionamento pago.
No centro do alcance está o vídeo curto, apontado como o formato mais “viralizável” para catalisar a desinformação. Com a popularização da IA generativa, o impacto dos deepfakes cresce: um relatório da ANPD indica que o Brasil concentra 39% dos casos na América Latina em 2025 e registra aumento de 126% nos ataques com imagens, vozes e identidades falsas, ampliando o desafio de transparência e fiscalização das plataformas.
A Meta lançou o agente de IA Muse, que promete ajudar em tarefas como enviar e-mails e fazer compras online, e também anunciou planos para um dispositivo “Charm”, inspirado em Tamagotchi, para seu mascote de IA. Após o lançamento, o Tech YouTuber Matt Robb relatou que o Muse teria compartilhado o endereço dele com um desconhecido ao autorizar o bot a lidar com a conta do Facebook Marketplace, sem avisar até horas depois.
A Meta afirma que o Muse roda em máquinas virtuais Linux persistentes por usuário e que exportar dados da VM não daria acesso privilegiado à infraestrutura da empresa nem aos dados de outras pessoas. Em paralelo, a empresa disse que o Muse vai se conectar a mais apps de produtividade para apoiar pequenos negócios, incluindo Asana, Box, Canva, Dropbox, Figma, Notion, Slack, Stripe e Zoom, além de poder acessar contas comerciais do Facebook e do Instagram.
O Instagram anunciou que o app standalone Edits vai ganhar um “creative assistant” com inteligência artificial para dar feedback sobre publicações. A ferramenta usa dados do perfil do usuário e oferece sugestões do que ajustar, conectando métricas como curtidas, visualizações, retenção em vídeos e compartilhamentos.
Com o assistente, criadores podem fazer perguntas abertas sobre tendências no Instagram, por que um vídeo funcionou melhor que outro e qual tipo de conteúdo mais ressoou com o público. O recurso também sugere ideias de conteúdo, ganchos para prender a audiência, legendas, faixas de áudio em alta e roteiros de vídeos, e será gratuito até um limite, com usuários avançados podendo precisar de assinatura Meta One para mais uso.
O Meta One, novo serviço de assinaturas da Meta, reúne planos com recursos extras para Instagram, Facebook, WhatsApp e Meta AI, com preços que vão de US$ 7,99 a US$ 499 por mês. A oferta está em teste limitado e pode variar conforme a conta e a região, mas inclui diferentes níveis para uso pessoal, criadores de conteúdo e empresas.
Nos planos pessoais, o Meta AI aparece com mais acesso para gerar e editar imagens, criar e transformar vídeos e aplicar efeitos de voz e som, além de ferramentas de personalização e organização. Já para criadores e empresas, os níveis trazem funções voltadas a crescimento, gestão, análise, segurança e suporte, incluindo atendimento automatizado com IA 24/7 via Meta Business Agent em opções para negócios.
Avatares hiper-realistas gerados por inteligência artificial acumulam milhares de seguidores em TikTok, YouTube e Instagram e passam a atuar como vendedores, influenciadores e até “falsos especialistas”, mesmo não existindo no mundo real. Tutoriais publicados nas redes mostram promessas como “ela não existe, mas paga meu cartão”, enquanto produtores monetizam vídeos, recebem comissões em marketplaces e divulgam produtos digitais.
Pesquisadores apontam que a estratégia usa automação e roteiros adaptados para diferentes idiomas, com algoritmos direcionando os conteúdos a públicos específicos. No YouTube, a prática também aparece ligada ao envio massivo de vídeos genéricos (slop) para cumprir requisitos de monetização, e o impacto mais grave pode ocorrer na saúde, com comentários de pessoas dizendo que abandonaram tratamentos tradicionais após seguir “orientações” promovidas pelos avatares.
Óculos inteligentes já estão causando problemas na Índia após registros clandestinos em protestos de Delhi. Um vídeo do Instagram mostrou Shubnam reconhecendo que um criador de conteúdo usando óculos inteligentes da Meta os gravou sem consentimento, gerando um reel com milhões de visualizações e até memes gerados por IA.
Especialistas alertam que a prática pode se espalhar com a popularização dos dispositivos, agravando riscos em um cenário em que gravações ocultas e circulação de imagens sem autorização já são comuns. Além de transformar pessoas comuns em alvos de “pranks” virais, os óculos inteligentes também estão sendo usados como ferramenta de vigilância policial.
O app de agentes de IA da Meta, o Muse, foi promovido no Instagram e no WhatsApp e já ultrapassou 900 mil downloads na primeira semana, segundo a Sensor Tower. A ferramenta promete “passar tarefas do dia a dia” como buscar ofertas, reservar e gerenciar a caixa de entrada, conectando-se a fontes como e-mail e conta bancária.
Após alguns dias de uso, o texto relata preocupação com a coleta de dados: o app incentiva o usuário a conectar mais informações para personalização e mantém uma “Memory” com preferências e compromissos. O Muse também usa interações do usuário para treinamento de modelos de IA de forma automática, com a opção de desativar a contribuição em “Data controls”, mas sem um botão para desligar totalmente a função de memória.
Em 10 de setembro, dois dias depois de o pesquisador Jacob Coxon alertar que a indústria de IA pode levar ao fim da humanidade, a NYC Democratic Socialists of America (NYC DSA) publicou no Instagram um carrossel criticando o “alarmismo” e o “hype” em torno da tecnologia. A postagem, feita pelo Tech Action Working Group, defendeu que essas narrativas desviam atenção de danos já vividos no presente e recebeu mais de 25 mil curtidas.
Enquanto parte do grupo questiona elevar preocupações teóricas sobre IA acima de problemas concretos, outros seguem a linha do senador Bernie Sanders, que trata a segurança da IA como ligada a riscos existenciais. O debate ganhou força em Washington e também gerou alianças e críticas, incluindo acusações de que a esquerda estaria se baseando em correntes associadas a “cultos” do apocalipse, enquanto defensores argumentam que é possível endereçar, ao mesmo tempo, danos atuais e futuros.
A Meta anunciou mudanças no assistente de IA integrado às suas plataformas depois que uma usuária relatou que a ferramenta sugeria perguntas invasivas sobre suas filhas. Ao clicar em uma sugestão do Meta AI, a mulher afirmou ter encontrado um “portfólio completo” de informações, incluindo dados sobre uma filha que não aparecia no vídeo, como nomes, datas de aniversário e vídeos.
A empresa reconheceu o problema e disse que “errou o alvo”, afirmando que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”. A Meta também informou que a correção mira as sugestões automáticas, enquanto a ferramenta pode continuar respondendo a perguntas feitas diretamente pelo usuário, usando informações às quais o perfil já tem autorização de acesso.
Apps de novelas curtas passaram a dominar a Play Store, com histórias em formato vertical e capítulos curtos, no estilo Reels e TikTok. A lista de apps em alta coloca três opções de dramas curtos entre os cinco mais populares, acima de nomes como ChatGPT e Instagram, e sete aparecem entre os 20 primeiros.
O PineDrama, ligado ao TikTok, é um dos destaques, com mais de 50 milhões de downloads. Parte desses catálogos é produzida com IA, e o modelo freemium permite assistir alguns capítulos grátis antes de liberar o final com recursos pagos, que também incluem reprodução sem anúncios e maior qualidade de vídeo.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aprovou 13 leis para endurecer regras sobre assistentes de inteligência artificial e redes sociais, com foco na proteção de crianças e adolescentes. Uma das medidas exige que serviços como ChatGPT, Gemini e Claude tenham protocolos de crise quando usuários demonstrarem sinais de que planejam cometer suicídio.
A norma também obriga plataformas a oferecer controle parental e a avisar os pais quando menores desativarem recursos de segurança. Para redes como Instagram e TikTok, a Califórnia proibiu a oferta de recursos viciantes para menores de 16 anos e restringiu práticas como reprodução automática e sugestões baseadas no histórico. Outra lei ampliou a definição de exploração sexual infantil para barrar a veiculação de materiais modificados digitalmente ou gerados com IA para retratar menores em atos de conduta sexual.
Um assistente virtual de um shopping em São Paulo passou a responder em árabe para uma turista marroquina, mesmo sem o idioma estar previsto na lista original de atendimento. O sistema, desenvolvido para o Concierge Digital da SYN, alcança 83% de conversas em que o cliente não percebe que está falando com um robô.
A ferramenta responde automaticamente dúvidas sobre lojas, restaurantes, serviços, funcionamento, eventos e estacionamento, com resolução de 78% no pico do Natal no Tietê Plaza. Quando há insatisfação ou perguntas fora da base, o atendimento é direcionado a funcionários humanos, e a solução já está integrada a WhatsApp, Instagram, site e e-mail, com suporte a diferentes formatos de conteúdo.
A Meta veiculou mais de 350 anúncios com material de abuso sexual infantil gerado ou manipulado por inteligência artificial em Facebook, Instagram e outras plataformas desde o fim de 2025, segundo investigação do Tech Transparency Project (TTP). Parte das peças usava fotos reais de crianças encontradas na internet, que eram transformadas por ferramentas de IA em conteúdo sexual.
Os pesquisadores encontraram os anúncios na Biblioteca de Anúncios e comunicaram o material às autoridades americanas. Após o compartilhamento das descobertas, a Meta removeu 149 anúncios que ainda estavam disponíveis em 1º de setembro, e a investigação também levou Apple e Google a retirarem quase 50 aplicativos associados às campanhas das lojas.
A Meta deletou cerca de 50 anúncios no Facebook, Instagram e Threads que incluíam material de abuso sexual infantil (CSAM), após denúncias feitas pela WIRED. A empresa atribuiu a remoção ao uso de novas ferramentas de IA para “detectar e bloquear” anúncios nocivos, mas pesquisadores do Tech Transparency Project (TTP) dizem que o sistema não impediu a reentrada do conteúdo.
Desde o início de agosto, o TTP identificou mais de 250 anúncios adicionais com CSAM nas plataformas da Meta, incluindo casos com imagens de crianças reais e vídeos que transformam fotos em cenas sexuais gráficas. Os pesquisadores afirmam ter encontrado padrões semelhantes em mais de 350 anúncios de vídeo desde o fim do ano passado, muitos direcionando para apps de “nudificação” e relatam que, em alguns casos, a revisão dos anúncios ao vivo demorou até uma semana, enquanto o conteúdo acumulava visualizações.
A trend “anos 80” chegou ao feed do Instagram com fotos geradas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT e o Gemini. As imagens começaram a circular principalmente nos Stories e agora já aparecem em publicações no perfil, impulsionadas pela hashtag “trendanos80”. No Instagram, há pelo menos 21 mil publicações com a tag, e a busca por “trend anos 80” cresceu 5.000% na comparação com a semana passada.
Para criar a própria foto, o usuário acessa o ChatGPT ou o Gemini, escolhe uma imagem sua em boa qualidade e usa um prompt específico pedindo uma versão ultrarrealista “como eu seria se vivesse nos anos 80”, mantendo os traços do rosto e adicionando elementos como penteado volumoso, roupas clássicas com cores marcantes ou jeans de cintura alta e iluminação com granulação de filme fotográfico antigo. Em poucos segundos, a ferramenta gera a imagem para compartilhamento.
Uma trend dos anos 80 viralizou no Instagram ao transformar fotos atuais em retratos com estética retrô, com roupas e penteados típicos da década. Desde sexta-feira (04/09), usuários passaram a usar inteligência artificial para recriar esse visual em imagens compartilhadas nos Stories.
O processo pode ser feito diretamente no ChatGPT (ou no Google Gemini) sem instalar outro aplicativo: basta anexar uma foto com o rosto visível e boa iluminação e pedir para a ferramenta recriar a imagem com aparência oitentista. Depois de gerar o retrato, dá para solicitar ajustes no próprio ChatGPT, como troca de roupas, penteado e cenário, e então salvar e publicar.
A Meta fechou um acordo legal de cerca de US$ 18 bilhões que impõe mudanças no Facebook e no Instagram para proteger usuários menores de 18 anos. O acordo, aprovado por um juiz federal em 26 de agosto de 2026, inclui limite padrão de duas horas diárias combinadas entre as duas plataformas, restrições de uso entre meia-noite e 6h, controles mais rígidos nas notificações e verificações de idade mais rigorosas, com auditoria independente para acompanhar o cumprimento.
A disputa vai além do valor do acordo ao colocar sob escrutínio como as plataformas são projetadas, incluindo algoritmos de recomendação e recursos de rolagem infinita que buscam prender a atenção. Com tribunais e reguladores testando a responsabilização das empresas por elementos do produto, as restrições podem afetar o modelo de negócio baseado em atenção e pressionar concorrentes a adotar salvaguardas semelhantes.
O sistema de rotulagem de inteligência artificial da Meta no Instagram tem gerado inconsistências: fotos reais com edições leves podem receber o rótulo “Conteúdo de IA”, enquanto imagens totalmente criadas por modelos generativos aparecem sem aviso. Relatos em Threads citam casos após uso de ferramentas como removedor de fundo do Canva e recursos para corrigir pequenas imperfeições.
Em 2024, a Meta já havia enfrentado críticas após lançar o selo “Made by AI” e identificar como IA imagens com alterações consideradas simples. Agora, testes e novos depoimentos indicam que o problema persiste e pode confundir fotógrafos, marcas e criadores sobre como as imagens foram produzidas, além de deixar o público sem indicação quando a cena é 100% sintética.
O Instagram anunciou mudanças na forma como rotula perfis com pessoas geradas por inteligência artificial e vai reduzir o alcance de contas que exibem “pessoas de IA” sem a devida identificação. A plataforma vai renomear o rótulo “AI creator” para “AI-generated profile”, com a proposta de deixar mais claro que a pessoa do perfil foi gerada ou criada substancialmente com IA.
Pela nova política, criadores que não rotularem corretamente um perfil com pessoa gerada por IA podem ter a distribuição diminuída, enquanto quem usar o novo rótulo não será penalizado apenas por ter um sujeito gerado por IA. O Instagram também afirmou que o rótulo não é necessário para usos de IA voltados a editar fotos, ajustar legendas, criar gráficos ou fazer outras melhorias criativas, e citou a insatisfação de usuários ao encontrarem perfis que pareciam reais depois de descobrirem que eram totalmente gerados por IA.
A plataforma de portfólio e compartilhamento de imagens Cara, que desde o início de 2023 reúne cerca de 1,5 milhão de artistas, passou por três grandes ataques de scraping a partir de 13 de agosto. Os episódios aumentaram custos de servidor e geraram preocupação entre criadores que migraram de redes como o Instagram, onde o conteúdo fica disponível para treinamento de dados da Meta.
Apesar de filtros e recursos de proteção, como o Glaze, a equipe afirma que impedir a coleta de dados é quase impossível. Um dos responsáveis pelo primeiro grande vazamento chegou a postar um arquivo de 12 terabytes com 12 milhões de obras e, depois de conversar com Jingna Zhang, concordou em colaborar no desenvolvimento de uma ferramenta open-source para proteger artistas, enquanto outros scrapers também publicaram links e imagens em sites como Hugging Face e Academic Torrents.
A Meta, controladora de Instagram, Facebook e WhatsApp, fechou um acordo para pagar US$ 18 bilhões a estados americanos para encerrar um processo que a acusa de incentivar a dependência de adolescentes nas redes sociais. O valor, porém, só será quitado integralmente se TikTok e YouTube também firmarem acordos nos EUA. A empresa diz que o dinheiro será destinado a atividades de segurança online para jovens e outras prioridades estaduais.
O pagamento será dividido em duas partes: 70% (cerca de US$ 12,7 bilhões) será pago ao longo de 10 anos, enquanto os 30% restantes (cerca de US$ 5,3 bilhões) dependem de restrições para adolescentes no YouTube e no TikTok, como limite diário de uma hora, modo noturno e verificação de idade, além de pagamentos equivalentes por cada plataforma. Paralelamente, a Meta concordou em manter por 10 anos regras para menores de 18 anos no Facebook e no Instagram, incluindo limite somado de duas horas por dia, bloqueio entre meia-noite e 6h, silenciamento de notificações no período escolar e opção de feed sem personalização por recomendações.
Ao abrir o Instagram e ver um post de um político, depois entrar no Facebook e encontrar um vídeo do mesmo candidato e, no TikTok, ver novamente conteúdos parecidos, a diferença de exibição costuma estar nos algoritmos. Esses sistemas identificam interesses de cada usuário e entregam conteúdo personalizado, levando em conta sinais como tempo de visualização, curtidas, compartilhamentos, perfis seguidos e pesquisas feitas dentro da rede.
A recomendação também pode aumentar o alcance quando uma publicação tem potencial de interessar mais pessoas, elevando as chances de viralizar. A principal crítica é a falta de transparência sobre quais abordagens o algoritmo usa e se há viés na entrega; especialistas destacam ainda que, embora não escolham governantes, esses sistemas podem influenciar quais informações chegam ao eleitor, inclusive com impulsionamento pago durante o período oficial de campanha.
O Muse Spark é o modelo de inteligência artificial da Meta, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs (MSL) para atuar como uma das bases da Meta AI. A proposta é combinar velocidade, raciocínio e compreensão de diferentes tipos de conteúdo, como textos e imagens, para tornar a IA mais útil no dia a dia.
O modelo já começou a ser incorporado a produtos como WhatsApp, Instagram, Messenger e Threads, além dos óculos inteligentes da empresa, com recursos multimodais e execução de tarefas a partir de comandos. O Muse Spark também divide atividades complexas entre agentes de IA e tem uma versão voltada para programação, com janela de contexto de até 1 milhão de tokens, acessível principalmente pelo app Meta AI e pelo site meta.ai.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, incluindo redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos. Nesta primeira fase, empresas como Instagram, Facebook, WhatsApp (Canais), Telegram (canais e grupos públicos), TikTok, X, Discord, YouTube, Kwai, LinkedIn, Snapchat, Pinterest, Reddit e outras serão notificadas para apresentar providências de proteção a crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.
As companhias começaram a ser notificadas em 21 de agosto e terão dez dias úteis, a partir do recebimento oficial, para responder aos questionamentos da ANPD. A agência também indicou que a fiscalização não abrange comunicações privadas em mensageiros ou e-mail e que, nas redes sociais, o foco inclui mecanismos para evitar impulsionamento de conteúdos criminosos ou ilegais e a existência de canais de denúncia.
Zak, Zelda e Cody Williams assumiram a retomada do Instagram do pai, Robin Williams, após a filha se manifestar contra o uso da imagem e da voz dele em conteúdos gerados por IA. Em um post publicado na terça-feira, eles disseram querer transformar o perfil em um “lugar seguro e confiável”, com fotos, vídeos e memórias que reflitam o legado do ator com autenticidade.
A decisão também é apresentada como uma resposta ao “abuso desenfreado” de IA envolvendo a voz e a semelhança de Robin Williams. O perfil ficou inativo após a morte do ator em 2014, e no ano passado Zelda pediu que fãs parassem de enviar vídeos gerados por IA; agora, a família afirma que vai usar a conta para compartilhar o humor e o talento do artista.