Especialista alerta: chatbots podem virar “espelhos digitais” e gerar dependência
Vínculos emocionais com inteligência artificial podem evoluir para dependência ao explorar solidão, carência e busca por validação, aponta o mestre em Semiótica Marcus Bruzzo em entrevista à EXAME. Para ele, chatbots funcionam como “espelhos digitais” ao personalizar respostas e confirmar expectativas, oferecendo conforto — mas também reforçando vieses e reduzindo o contato com divergências.
Bruzzo argumenta que o risco não está na capacidade da máquina de simular pessoas, e sim nas necessidades humanas que tornam esses diálogos possíveis. Ele também destaca que a automatização desses processos, somada a respostas por voz e à simulação de emoções, pode aumentar a chance de envolvimento emocional, enquanto empresas de tecnologia não estariam preparadas para lidar com essa responsabilidade.
Exame
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