IA nos bancos: mais foco em resolução e segurança do que em “quem atende”
Em 2025, 83% das transações bancárias no Brasil ocorreram por canais digitais, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, feita pela Deloitte. O avanço da inteligência artificial no setor financeiro passa a ser discutido menos como substituição de pessoas e mais como capacidade de entender e resolver o problema do cliente. A lógica de adoção muda para avaliar, em cada situação, quem entrega a melhor resposta: um agente de IA pode conduzir a demanda inteira, enquanto outras decisões exigem intervenção humana.
Nos bastidores, a IA tende a assumir etapas operacionais como busca de informações, cruzamento de dados, atualização de sistemas e tarefas repetitivas, liberando tempo para análises e decisões. Ao mesmo tempo, mais autonomia exige limites: modelos generativos podem alucinar, sofrer prompt injection e executar ações fora das regras, o que torna os guardrails parte central do desafio. Com 76% dos usuários digitais sendo heavy users (fazendo mais de 80% das transações em um único canal), a combinação entre IA e profissionais passa a ser medida pela experiência e pela segurança na resolução.
Exame
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