Startup tenta “pagar artistas” no AI de vídeo — será que basta?
A The Verge relata a disputa em torno de IA generativa treinada com obras de artistas sem consentimento e destaca a startup Pippa, lançada em maio, que tenta mudar esse modelo. A empresa diz que compensa criadores quando o estilo usado nas imagens e clipes gerados por assinantes deriva do trabalho de um artista parceiro, com valores de US$ 0,005 por imagem e US$ 0,003 por segundo de vídeo, além de participação em um pool de royalties de 5% financiado pelas assinaturas (planos de US$ 14,99 a US$ 99,99). A Pippa afirma ter cerca de 800 assinantes pagantes e acordos com quatro artistas, em processo de expansão, com um fluxo de validação para aprovar quem pode entrar.
Apesar do discurso de “ética”, a matéria aponta que a tecnologia ainda usa modelos abertos que passam por treinamento inicial com um conjunto mais amplo de conteúdo disponível na internet — ou seja, não elimina totalmente o problema de “creative theft”. Para devs e makers, o caso reforça que “pagamento” e “consentimento” precisam andar juntos: em produtos de IA, a transparência sobre dados de treino e mecanismos de compensação tende a virar requisito prático para adoção e para reduzir riscos legais e reputacionais.
The Verge (AI)
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