Criar um “ChatGPT brasileiro” pode ser desperdício, diz especialista
Especialistas defendem que o Brasil não precisa necessariamente vencer a corrida por chips, modelos e data centers para capturar ganhos com IA. Paulo Ernani, diretor de operações da AVEX AI Lab, afirma que o maior risco para empresas brasileiras é a demora em adotar a tecnologia, já que ganhos de produtividade podem surgir mesmo usando ferramentas disponíveis. Ele também destaca que a disputa atual concentra capital na infraestrutura de grandes players como Amazon, Alphabet, Meta e Microsoft.
A leitura é que o valor tende a migrar para quem aplica IA para automatizar atendimento, processos comerciais e operações, reduzindo custos e ampliando receitas. Com a guerra de preços entre infraestrutura e modelos e a queda do custo de inferência, empresas usuárias podem se beneficiar ainda mais em cenários de correção do mercado. No Brasil, o país também tenta atrair data centers, mas a aposta mais decisiva, segundo Ernani, é aprender a usar IA antes dos concorrentes.
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